<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[reminiscências : Tá na mesa.]]></title><description><![CDATA[histórias onde a comida é ponto de partida — e nunca apenas o fim.]]></description><link>https://rauenna.substack.com/s/ta-na-mesa</link><image><url>https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!0HcW!,w_256,c_limit,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F405df802-24a2-4b98-b5b7-17e6c5140990_1276x1276.png</url><title>reminiscências : Tá na mesa.</title><link>https://rauenna.substack.com/s/ta-na-mesa</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Thu, 07 May 2026 17:01:36 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://rauenna.substack.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Rauena Barradas Nunes de Araujo]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[rauenna@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[rauenna@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Rauenna B.]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Rauenna B.]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[rauenna@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[rauenna@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Rauenna B.]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Café também é presença]]></title><description><![CDATA[uma ida na Oiko Lounge Caf&#233;]]></description><link>https://rauenna.substack.com/p/cafe-tambem-e-presenca</link><guid isPermaLink="false">https://rauenna.substack.com/p/cafe-tambem-e-presenca</guid><dc:creator><![CDATA[Rauenna B.]]></dc:creator><pubDate>Mon, 27 Apr 2026 11:03:43 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/16a88c05-2e52-4640-a451-2f01c3b97778_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Edi&#231;&#227;o #3</strong></h3><blockquote><p><em>Sou paulista, mas hoje vivo no Piau&#237;. Depois de quase tr&#234;s anos por aqui, decidi me aventurar gastronomicamente. Trago comigo ra&#237;zes nordestinas e mem&#243;rias de uma fam&#237;lia humilde, onde cada refei&#231;&#227;o era mais que sustento: era afeto, partilha e hist&#243;ria. Agora, quero explorar novos sabores, contar a trajet&#243;ria de quem os cria e partilhar a experi&#234;ncia que cada prato desperta.</em></p></blockquote><div><hr></div><p>Desde que meu filho nasceu, as palavras "sozinha" e "raramente" andam juntas na mesma frase. Estamos sempre grudados, mas hoje decidi abrir uma pequena exce&#231;&#227;o. Minha primeira aventura solo em muito tempo teve um destino especial: a cafeteria <strong><a href="http://google.com/maps/place/oiko+cafe/data=!4m2!3m1!1s0x78e37b8120a5613:0x2ad63a19a802b0d8?sa=X&amp;ved=1t:242&amp;ictx=111">Oiko (Teresina - PI)</a></strong>, para um workshop de caf&#233;.</p><p>A experi&#234;ncia foi t&#227;o incr&#237;vel que eu precisava compartilhar com voc&#234;s esse lado da gastronomia que vivemos dentro de casa todas as manh&#227;s, mas ao qual, na correria, raramente damos aten&#231;&#227;o. O encontro foi uma <strong>Introdu&#231;&#227;o ao Sensorial de Caf&#233;s</strong>, onde mergulhamos nos aromas, sabores e nuances dos gr&#227;os especiais.</p><div><hr></div><p><strong>A arte por tr&#225;s da x&#237;cara</strong></p><p>O workshop foi ministrado por <strong>Neylon Campelo</strong>, s&#243;cio da Oiko e Barista Certificado SCA. Ele nos contou que se tornou barista por necessidade &#8212; era caro contratar algu&#233;m para treinar a equipe, ent&#227;o ele mesmo foi l&#225; e se especializou. Hoje, ele transborda esse conhecimento para curiosos e apaixonados pelo &#8220;bom e velho caf&#233;zinho&#8221; como eu.</p><p><strong>Mem&#243;ria e Olfato</strong></p><p>A primeira tarefa foi um exerc&#237;cio simples: identificar ingredientes apenas pelo olfato, confesso que j&#225; gostei de cara. Fechar os olhos e permitir que o cheiro falasse conosco nos mostrou que o olfato tem mem&#243;ria, exatamente como o paladar. Em seguida experimentamos o primeiro caf&#233;, com uma miss&#227;o: <strong>identificar o aroma</strong>. Parece simples, mas o c&#233;rebro precisa de foco, sil&#234;ncio e pequenos - mas muitos - goles. </p><blockquote><p><em><strong>Curiosidade:</strong> Voc&#234; sabia que a temperatura do caf&#233; altera nossa percep&#231;&#227;o? Tomar a bebida extremamente quente muitas vezes mascara os sabores reais; &#233; conforme ele esfria que as notas se revelam de verdade.</em></p></blockquote><p>Nesse primeiro caf&#233; as notas inclu&#237;am <strong>caju, castanha de caju, abacaxi e frutas amarelas</strong>. Existe algo mais piauiense que caju? Claro que n&#227;o, por isso foi un&#226;nime todo mundo acertou. O que n&#227;o aconteceu com o caf&#233; seguinte, que era um pouco mais doce, e muito mais intenso. </p><p><strong>O que faz um caf&#233; ser especial?</strong></p><p>Aprendemos que, para um caf&#233; ser considerado &#8220;especial&#8221;, ele passa por um rigoroso protocolo t&#233;cnico que avalia:</p><ul><li><p>Fragr&#226;ncia e aroma;</p></li><li><p>Sabor e retrogosto;</p></li><li><p>Acidez, corpo e do&#231;ura;</p></li><li><p>Uniformidade e aus&#234;ncia de defeitos.</p></li></ul><p>Para entrar nesse grupo, o caf&#233; precisa marcar, no m&#237;nimo, <strong>85 pontos</strong> em uma escala t&#233;cnica. Quanto maior a pontua&#231;&#227;o, mais complexa e &#8220;limpa&#8221; &#233; a bebida.</p><p>Passamos pelo <strong>Cupping</strong> (a degusta&#231;&#227;o t&#233;cnica) e nos foi apresentado a t&#233;cnica <strong>Le Nez du Caf&#233;</strong>, que &#233; quase uma &#8220;academia para o nariz&#8221;, um treino para reconhecer cheiros de forma objetiva, sem deixar que a mem&#243;ria afetiva confunda quem est&#225; vivendo a experi&#234;ncia. Por fim, enfrentamos a <strong>Triangula&#231;&#227;o</strong> &#8212; a parte mais dif&#237;cil para mim, prova-se tr&#234;s x&#237;caras: duas iguais e uma diferente, o desafio &#233; descobrir qual &#233; a &#8220;intrusa&#8221;. Meus amigos, n&#227;o &#233; nada f&#225;cil!</p><p><strong>O veredito</strong></p><p>Ver o barista preparar o caf&#233; ao vivo me mostrou que isso &#233;, sem d&#250;vidas, uma arte. Existe t&#233;cnica, propor&#231;&#227;o exata e muito amor envolvido.</p><p>Aquele caf&#233; tradicional - o meu favorito &#233; o mellita -  (que nem de longe &#233; especial) ainda tem seu valor afetivo, mas n&#227;o d&#225; para negar: depois de conhecer os gr&#227;os especiais, a gente percebe que o que costumamos consumir no dia a dia s&#227;o, muitas vezes, &#8220;folhas e galhos queimados&#8221;.</p><p>Ao final do workshop, Neylon Campelo, deixou escapar que esse era apenas o primeiro, que a ideia &#233; ir avan&#231;ando, e que possivelmente a pr&#243;xima etapa ser&#225; &#8220;Harmoniza&#231;&#227;o&#8221;. Algu&#233;m tem d&#250;vidas de que meu nome &#233; PRONTA?</p><div><hr></div><blockquote><p><em>Essa foi a minha primeira aventura sozinha me inspirou a estar muito mais presente por aqui, compartilhando essas descobertas gourmets e afetivas com voc&#234;s, al&#233;m de toda mem&#243;ria que volta sempre que essas experi&#234;ncias me encontram. </em></p><p><em><strong>Mas e por a&#237;, qual aquela mem&#243;ria o cheiro de caf&#233; sempre traz para voc&#234;?</strong></em></p></blockquote><div class="callout-block" data-callout="true"><p><em><strong>Nota:</strong></em></p><p><em>Fui &#224; cafeteria especialmente para o workshop, o que n&#227;o me possibilitou experimentar o card&#225;pio regular. Fica aqui o meu compromisso de voltar para a experi&#234;ncia completa. O ambiente &#233; super intimista, com mesas internas e externas, luzes amarelas e um atendimento humano, sem ser inconveniente.</em></p></div><p><strong>&#129293; Leia tamb&#233;m:</strong></p><ul><li><p><a href="https://rauenna.substack.com/p/cafe-da-manha-no-mafua?r=2upxsc">Caf&#233; da manh&#227; no Mafu&#225;</a></p></li><li><p><a href="https://rauenna.substack.com/p/ta-na-mesa?r=2upxsc">T&#225; na mesa</a></p></li></ul><p></p><p></p><p></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Café da manhã no Mafuá]]></title><description><![CDATA[[entre bolo frito, caf&#233; quente e hist&#243;rias que s&#243; um mercado antigo sabe contar]]]></description><link>https://rauenna.substack.com/p/cafe-da-manha-no-mafua</link><guid isPermaLink="false">https://rauenna.substack.com/p/cafe-da-manha-no-mafua</guid><dc:creator><![CDATA[Rauenna B.]]></dc:creator><pubDate>Wed, 11 Mar 2026 02:50:14 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/1499ec87-a4ae-461e-a82c-87b32df3dc88_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Edi&#231;&#227;o #2</strong></h3><blockquote><p><em>Sou paulista, mas hoje vivo no Nordeste, no Piau&#237;. Depois de quase tr&#234;s anos por aqui, decidi me aventurar gastronomicamente. Trago comigo ra&#237;zes nordestinas e mem&#243;rias de uma fam&#237;lia humilde, onde cada refei&#231;&#227;o era mais que alimento: era afeto, partilha, era hist&#243;ria. Agora quero explorar novos sabores, contar as hist&#243;rias de quem os cria e partilhar a experi&#234;ncia que cada prato traz.</em></p></blockquote><div><hr></div><p>Antes de vir morar no Piau&#237;, viajei muitas vezes para c&#225;, sempre nas f&#233;rias, mas, por incr&#237;vel que pare&#231;a, <strong>nunca &#8220;turistei&#8221; de verdade</strong>. Eu vinha, ficava na casa dos meus av&#243;s e, quando muito, a capital se resumia a uma ida ao shopping e olhe l&#225;.</p><p>Agora que vivo aqui, caminho pelas ruas com o olhar curioso de quem chega pela primeira vez e vez ou outra, me pego pensando: <strong>como &#233; poss&#237;vel eu n&#227;o conhecer tantos lugares t&#227;o tradicionais? </strong>A parte boa &#233; que agora tenho tempo. </p><blockquote><p>Tempo para descobrir, experimentar e, claro, <strong>compartilhar cada experi&#234;ncia com voc&#234;s</strong>.</p></blockquote><p>Dessa vez, vivi algo muito simples &#8212; e muito especial: <strong>tomar caf&#233; da manh&#227; no Mercado do Mafu&#225;, em um s&#225;bado</strong>. Fui pela primeira vez em janeiro, gostei tanto que repeti a dose duas vezes na mesma semana, em fevereiro. O motivo? Eu tinha uma miss&#227;o muito importante: <strong>levar minhas fam&#237;lia para - tamb&#233;m - conhecerem!</strong></p><div><hr></div><blockquote><p><em>Para contextualizar voc&#234;s, o <strong>Mercado do Mafu&#225;</strong> foi erguido em 1966, embora j&#225; fosse um ponto importante de com&#233;rcio na cidade desde a d&#233;cada de 1930<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a>. At&#233; hoje, ele segue vivo, movimentado e cheio de hist&#243;rias.</em></p></blockquote><p>Logo na entrada, voc&#234; j&#225; d&#225; de cara com o <strong>box 31</strong>, onde fica o famoso <strong>bolo frito da Solimar Sousa</strong>, e eu digo sem medo de errar: esse seria o melhor bolo frito que j&#225; comi &#8212; se o da minha av&#243; n&#227;o carregasse esse t&#237;tulo. A procura por ele &#233; grande, por esse motivo, as vezes &#233; preciso esperar um pouco, mas isso n&#227;o &#233; de todo mal: significa que o bolo chega <strong>quentinho, rec&#233;m-sa&#237;do da frigideira</strong>, como manda a tradi&#231;&#227;o.</p><div><hr></div><p>Mais &#224; frente encontramos o box do <strong>Paulo</strong> &#8212; e aqui, meus amigos, o atendimento &#233; de primeira. O caf&#233; est&#225; sempre quente e uma coisa &#233; certa: <strong>voc&#234; n&#227;o sai da mesa com fome</strong>. O card&#225;pio &#233; generoso, vai desde o caldo de carne (que dizem curar qualquer ressaca) at&#233; o cachorro-quente mais raiz que voc&#234; pode imaginar. Sobre esse &#250;ltimo, preciso confessar, apesar de ter experimentado e gostado, (<em>meu lado paulista ama cachorro quente com pur&#234;</em>) e ainda estou tentando me acostumar com a ideia de colocar caldo de carne dentro do lanche. Me perdoem. Mas justi&#231;a seja feita: <strong>o sabor &#233; &#243;timo</strong>.</p><p>Meu favorito, no entanto, foi a <strong>tapioca recheada com ovo e queijo</strong>. E aqui n&#227;o existe mis&#233;ria, viu? <em>(paulistas, aprendam)</em> a tapioca &#233; fininha na medida certa e o recheio vem generoso, proporcional. <strong>Me ganhou completamente.</strong></p><p>Tamb&#233;m experimentamos o <strong>caldo de carne com ovo</strong>, muito saboroso, al&#233;m do <strong>cuscuz de arroz e de milho</strong> &#8212; esses n&#227;o t&#234;m erro.</p><p>Para beber, provamos <strong>suco de maracuj&#225;</strong>, nosso favorito, e <strong>suco de bacuri</strong>, que tamb&#233;m estava &#243;timo, o simples bem feito, sabe!<br>Al&#233;m disso, claro, h&#225; caf&#233; e leite dispon&#237;veis em garrafas t&#233;rmicas para voc&#234; se servir &#224; vontade (<em>para quem ama caf&#233;, isso j&#225; conta muitos pontos</em>).</p><div><hr></div><p>Depois do comermos, demos uma volta pelo mercado.</p><p>Ali voc&#234; encontra de tudo: frutas, temperos, ervas, gr&#227;os e cortes de carne frescos &#8212; <strong>frescos mesmo, viu?</strong> (risos).</p><p>Caminhando pelo entorno, a sensa&#231;&#227;o &#233; de que o mercado se espalha pela rua. H&#225; pequenos com&#233;rcios por todos os lados, se voc&#234; estiver turistando, meu conselho &#233; simples: <strong>v&#225; com tempo</strong>.</p><div><hr></div><p>Na &#250;ltima vez em que estive por l&#225;, por exemplo, encontrei a <strong>Quitanda do Queijo</strong>. A dona &#233; de uma simpatia que conquista qualquer um, ela vende queijos, requeij&#227;o de tacho, temperos, doces caseiros - &#233; claro que garanti alguns &#8212; e at&#233; algumas bebidas artesanais, e o melhor &#233; que ela oferece degusta&#231;&#227;o para quem quiser conhecer os sabores, enquanto compartilha um pouco da sua viv&#234;ncia - confesso que amo. </p><p>Entre uma banca e outra, &#233; poss&#237;vel encontrar artistas que transformam o mercado em um pequeno espa&#231;o cultural, da &#250;ltima vez que estive por l&#225;, conheci o Zezin, um senhor que vende quadros simples, pintados por ele mesmo. Talvez seja essa diversidade que faz com que o Mercado do Mafu&#225; permane&#231;a vivo, ali tudo acontece ao mesmo tempo &#233; mais do que gastronomia &#233; hist&#243;ria. </p><p>A comida que chega &#224; mesa, o comerciante que atrai o fregu&#234;s com seus causos, o artista que vende suas artes, o m&#250;sico que traz a trilha sonora para as manh&#227;s agitadas, esperando que algu&#233;m pare para escuta-lo, ou simplesmente que o olhe com aten&#231;&#227;o. </p><p>No fim das contas, conhecer uma cidade talvez seja menos sobre visitar restaurantes badalados - eles t&#234;m o seu valor - <strong>e mais sobre sentar em uma mesa simples, conversar com desconhecidos e deixar que o lugar nos revele quem &#233;, no seu tempo.</strong></p><p>E se for num s&#225;bado de manh&#227;, com caf&#233; quente e bolo frito, melhor ainda.</p><div><hr></div><h4>Se for ao Mafu&#225;</h4><ul><li><p><strong>V&#225; cedo</strong><br>O movimento come&#231;a logo pela manh&#227;, especialmente aos s&#225;bados e domingos. </p></li><li><p><strong>Bolo frito da Solimar</strong><br>Fica no <strong>box 31</strong> e costuma ter fila &#8212; o que, na verdade, &#233; um bom sinal, vale cada minuto de espera.</p></li><li><p><strong>N&#227;o tenha medo de provar coisas novas</strong><br>O caldo de carne, o cuscuz e a tapioca fazem parte da experi&#234;ncia e d&#234; uma chance para o cachorro quente tamb&#233;m.</p></li><li><p><strong>Prove os sucos regionais</strong><br>O de maracuj&#225; &#233; cl&#225;ssico, mas se tiver <strong>bacuri</strong>, n&#227;o deixe passar.</p></li><li><p><strong>Aproveite o com&#233;rcio</strong></p><p>A parte de mercearia &#233; muito rica com produtos regionais, sem contar com a diversidade de itens para casa. L&#225; voc&#234; encontra de tudo. </p></li></ul><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p>https://pmt.pi.gov.br/tag/mercado-do-mafua/</p><p></p></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Tá na mesa]]></title><description><![CDATA[[Chega mais, puxa a cadeira: aqui a gente come e conversa]]]></description><link>https://rauenna.substack.com/p/ta-na-mesa</link><guid isPermaLink="false">https://rauenna.substack.com/p/ta-na-mesa</guid><dc:creator><![CDATA[Rauenna B.]]></dc:creator><pubDate>Sun, 01 Mar 2026 20:23:39 GMT</pubDate><enclosure url="https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/297f7ead-513a-4a42-bb92-a138ce129882_500x500.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<h3><strong>Edi&#231;&#227;o #1</strong></h3><blockquote><p><em>Sou paulista, mas hoje vivo no Nordeste, no Piau&#237;. Depois de quase tr&#234;s anos por aqui, decidi me aventurar gastronomicamente. Trago comigo ra&#237;zes nordestinas e mem&#243;rias de uma fam&#237;lia humilde, onde cada refei&#231;&#227;o era mais que alimento: era afeto, partilha, era hist&#243;ria. Agora quero explorar novos sabores, contar as hist&#243;rias de quem os cria e partilhar a experi&#234;ncia que casa prato traz.</em></p></blockquote><div><hr></div><p>Conhe&#231;o de perto a comida caseira do nordestino: o arroz e o feij&#227;o que &#233; plantado e colhido, o leite tirado da vaca, a mandioca plantada, colhida, descascada e ralada e s&#243; ent&#227;o depois de um longo processo transformada na farinha de goma, que em seguida &#233; transformada no beju, feito com coc&#244; baba&#231;u, na folha de bananeira e em forno pr&#243;prio. Ver a gastronomia desde o come&#231;o, ainda na prepara&#231;&#227;o da terra, faz com que os alimentos ganhem outro valor quando chegam &#224; mesa.</p><div><hr></div><p>Primeira parada &#8212; <strong>Locanda</strong></p><p>No dia 20 de novembro, meu anivers&#225;rio, fomos ao restaurante italiano em Teresina. O ambiente me encantou: est&#233;tica acolhedora e atendimento gentil.</p><p>Passei os olhos curiosos pelo card&#225;pio, dividida entre o conforto do conhecido e o risco do novo. <strong>Optar pelo tradicional e n&#227;o descobrir nada? Ou arriscar e talvez n&#227;o gostar?</strong> Ficamos no meio-termo.</p><p><strong>As escolhas da noite foram:</strong></p><ul><li><p><strong>Pizza Marguerita</strong>: simples, bem feita. feita 100% com farinha italiana, molho pelatti italiano, mozzarela de b&#250;fala, manjeric&#227;o e azeite italiano. N&#227;o &#233; meu sabor favorito, mas merece nota 8. A massa fermentada por 72h, leve e saborosa, &#233; nota 10.</p></li><li><p><strong>Alla vodka </strong><em><strong>(novidade da casa)</strong></em> : lembra uma lasanha, mas com toque nordestino, massa, molho, pimenta calabresa, creme de leite fresco, parmes&#227;o, mussarela e pangrattato<a class="footnote-anchor" data-component-name="FootnoteAnchorToDOM" id="footnote-anchor-1" href="#footnote-1" target="_self">1</a>. Lembra muito uma lasanha, molho equilibrado e uma farofa crocante por cima que sinceramente foi o toque nordestino essencial. S&#243; precisava de mais 2 minutinhos de cozimento da massa. Nota 9</p></li><li><p><strong>Bebidas</strong>: suco de maracuj&#225; mais para refresco, sem destaque. O drink de coco autoral, tem potencial, mas falta equil&#237;brio: come&#231;a agrad&#225;vel, termina doce demais.</p></li></ul><div><hr></div><p>No fim da noite, o que ficou foi a certeza de que a hora da refei&#231;&#227;o &#233; um momento de criar novas mem&#243;rias, agradecer, partilhar. <strong>T&#225; na mesa</strong>, come&#231;a assim: entre lembran&#231;as e descobertas. &#201; isso que quero compartilhar.</p><div data-component-name="FragmentNodeToDOM"><p></p></div><div class="footnote" data-component-name="FootnoteToDOM"><a id="footnote-1" href="#footnote-anchor-1" class="footnote-number" contenteditable="false" target="_self">1</a><div class="footnote-content"><p><strong>um condimento italiano simples, feito de migalhas de p&#227;o fritas em azeite, alho e, &#224;s vezes, temperos adicionais</strong>.</p><p></p></div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>